
por Luciana Freire
O bairro do Rio Vermelho oferece várias opções para se divertir à noite. Uma delas é o mercado do peixe que fica localizado no Largo da Mariquita. O mercado tem mais de 40 anos, fica aberto 24h e é um ambiente informal e seguro localizado na beira-mar. O local vem atraindo muitas celebridades e pessoas de todas as idades e todas as classes.
O mercado possui uma vista sedutora, ao som das ondas do mar. A colônia dos pescadores fica em frente, dá pra sentir o cheiro dos peixes e a brisa do mar. É rodeado de casinhas de santos, como Santa Bárbara, Iemanjá, simbolizando a crença e a fé dos pescadores.
O mercado é formado por 32 boxes, que fornecem um cardápio bastante variado, como por exemplo sarapatel, feijoada, frutos do mar e inúmeros tira-gostos. Segundo Antônio Nunes Fonseca, 56 anos, proprietário do bar do Nunes, “os freqüentadores têm gostos diversos, mas tenho 10 anos com esse boxe e os cardápios mais pedidos são o arrumadinho e o escondidinho”. Esses pratos são compostos por salada, farofa e carne-de-sol, tendo uma aparência e um aroma irresistível, com o custo de R$ 14,00.
Já José Batista dos Santos, 62 anos, proprietário do bar Bom Apetite, ressalta: “Tenho 17 anos com esse ponto. E os clientes do meu boxe têm preferência por pratos pesados, à noite, como feijoada, rabada. E, pelo dia, pratos leves, como frutos do mar e arrumadinho”. O arrumadinho dele é muito famoso, pois ele acrescentou ao prato calabresa, charque, bacon e feijão-fradinho, mantendo o preço de R$ 14,00.
Para beber, o local também oferece diversas opções, porém a bebida mais requisitada é a batida de Diolino. Santos conta que “Diolino ajudou a fundar o mercado juntamente com os moradores do bairro do Rio Vermelho. A batida de coco é a mais pedida pelos fregueses”. Atualmente Diolino não tem boxe, ele só fornece a batida para todos os boxes do local, pois essa foi a melhor maneira de cortar os gastos já que o valor cobrado pela batida é R$1,50.
Nunes explica que o mercado é bem policiado, pois além da segurança particular dos proprietários dos boxes, eles têm o apoio da 7º delegacia, que dá uma assistência especial ao local, com rondas e viaturas policiais transitando a todo momento. “Proibimos a circulação de ambulantes e mendigos no local, para não intimidar os freqüentadores e causar uma visão negativa do ambiente”, revela Nunes.
De acordo com Sideval Ferreira Gonzaga, 46 anos, chefe do setor de mercados da Secretária Municipal de Serviços Públicos, SESP, órgão da prefeitura responsável pelo mercado do peixe, “para conseguir um bar no mercado, é necessário ter um boxe disponível no local. O interessado compra um edital na prefeitura com um valor irrisório e esse edital equivale a uma licitação pública”.
Os proprietários dos boxes pagam uma taxa mensal de manutenção pelo ponto, com um valor simbólico, pois eles já têm uma concessão da prefeitura que possibilita o funcionamento do seu bar, dentro das normalidades da lei. Sideval também declara que “o mercado tem um condomínio próprio que cuida da parte de segurança e limpeza. A prefeitura não é responsável por essa tarefa”.
O mercado é freqüentado por várias pessoas, chegando a atingir 600 a 700 pessoas nos finais de semanas, que são os dias de maior movimento. Celebridades como Edilson, Vampeta, Regina Dourado e Lázaro Ramos costumam freqüentar o local. Ivete Sangalo também já fez uma reportagem sobre o mercado para a primeira edição do programa Altas Horas, da Rede Globo, comandado por Serginho Groissman.
Por causa dessas referências positivas, a revista Veja elegeu o mercado do peixe como o melhor opção para final de noite da cidade de Salvador por 5 anos consecutivos, e tanto os proprietários como os fregueses acham que essa iniciativa da revista ajuda a divulgar e valorizar o ambiente.
Algumas pessoas dizem que o mercado do peixe deixou de ser peixaria para se tornar bar, mas Antônio Nunes conta outra versão. “O nome é uma tradição. Pela manhã, os peixes eram pescados. Quando o pescador voltava, o cliente escolhia o peixe e a gente ia prepará-lo na cozinha do bar. Sempre foi boxe, nunca vendeu peixe desse lado”. Ele ressalta também que a peixaria sempre foi do lado oposto ao mercado.
Quando o mercado do peixe foi fundado, ele localizava-se em um casarão antigo, em frente ao acarajé da Cira. Durante o mandato de Mário Kertész como prefeito de Salvador, ele transferiu o mercado para a beira-mar, com o objetivo de reformar o casarão e construir o Hotel Bahia Park. Sideval afirma que “o mercado era antigo e não atendia às necessidades dos freqüentadores, então houve uma iniciativa da prefeitura de modificá-lo”. Com essa mudança, a peixaria foi para um lado e os bares para outro. Os proprietários dos boxes estão aproveitando a ótima fase que vêm vivenciando, o movimento está muito bom no mercado e eles estão satisfeitos. A esperança deles é que essa fase demore para passar.
(junho de 2006)
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O bairro do Riop Vermelho e sem duvidas uns dos melhores bairros de Salvador.Com seu mar verde e de um verde lindo que mais parece uma grande esmeralda. Ali morou o maior escritor do Brasil , Jorge Amado conhecido mundialmente. O Rio Vermelho e tambem conhecido como um bairro boemio e onde moram os intelectuais da Bahia. Realmente assim me parece ser mesmo. Eonde se tem uma vida noturna gostosa e tambem onde se tem uma vida mais trnaquila dentro de uma cidade agitada. Onde se come o melhor acaraje e a melhor muqueca. Vinicius sempre cantava dizendo que e passar uma tarde em Itapuã ao sol que arde em Itapuã, mas acho que tambem poderia dizer deste lindo, gostoso e maravilhosso bairro do Rio Vermelho.